Não obstante opiniões contrárias, a maioria baseada no fato de que a CF prevê o processo de impeachment, e de que foram respeitados os ritos que a lei prevê, nada me convence de que não protagonizamos outro golpe político com a derrocada da Presidente eleita Dilma Roussef no dia 31 de agosto do corrente ano.
E por que não me convenço? Porque ficou evidente a manobra que os grandes meios de comunicação promoveram, conseguindo que a grande massa se convencesse do que noticiavam. Segundo porque também ficou evidente, ALIÁS, CADA VEZ MAIS CLARO, que os elementos político-partidários não agem conforme as ideologias propostas por seus partidos, ao contrário, agem de acordo com seus interesses pessoais, SEMPRE visando LUCRO ou PODER. Terceiro porque a defesa técnica da Presidente demonstrou que os atos praticados por ela e que motivaram o pedido de impeachment não caracterizam crime, insuficiente, todavia, para convencer seus julgadores [os senadores], alguns que emitiram juízo de valor antes até de ouvir a defesa; ou que sequer acompanharam a defesa apresentada retirando-se do recinto, fatos suficientes, para mim, uma simples Advogada "artesanal", de que somente por isso aquele julgamento ficou contaminado de vícios que o tornam nulo de pleno Direito.
Há outros motivos que certamente virão a tona com o passar do tempo. Estes, fruto da minha conclusão pessoal, já são mais do que suficientes para não autorizar a condenação de um inocente.
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