Refiro-me ao término da história da Casa da Criança, Projeto que iniciei em 1993 sob a influência de diversos sentimentos, fatores e pessoas para terminar 18 anos depois, em 2011, em decorrência de minha falta de "jogo de cintura", de minha arrogância pessoal e, claro, da sandice de um promotor de justiça mentalmente mais comprometido do que eu.
Evidentemente que houve ainda a colaboração de múltiplos personagens e diversos fatos e fatores que também contribuíram para essa derrocada, o que, todavia e felizmente, não envergonhou o esforço e propósito, meu e de todos os demais, no atendimento a crianças e adolescentes que atendemos.
De tudo levo fundamentais lições. A primeira delas é que criança ainda não é prioridade. A segunda é que os operadores do Direito e os correlatos são, na grande maioria das vezes, muito despreparados. A terceira é que o tema sexualidade é o tendão de Aquiles de todos, invariavelmente [lógico, ressalvando pouquíssimas exceções]. A quarta é que adoção, antes de ser um ato de amor, é um ato de egoísmo, de vingança. A quinta, não é o amor que nos move, antes, o ódio, o ciúme, a inveja.
Esse ciclo termina por aqui. Agora começa um novo onde talvez eu volte a participar. O que importa, no momento, é que sinto que esse ciclo terminou.
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