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TENHO DIREITO DE PENSAR O QUE QUISER?

 Sim, claro que eu posso pensar o que eu quiser. O que não posso é praticar tudo o que eu penso. Quer ver um exemplo? Digamos que eu seja racista, que meu pensamento seja racista. Posso praticar atos racistas? Não. A lei proíbe a tal ponto que se eu praticar um ato racista e "for pega" terei que pagar. Então, podemos sim pensar tudo, mas não temos o Direito de a partir disso, tornar a prática algo defensável. Há limites para tudo e eles devem existir, caso contrário, viveríamos numa "terra de ninguém" onde tudo seria válido. Não é.

NUNCA PENSEI ...

 Nunca pensei que sentiria o que estou sentindo: ausência de emoção para a maioria das coisas.  Nunca pensei que ao final da carreira da Advocacia, sequer nela acreditaria, muito menos no Poder Judiciário, nas Instituições - apesar de defendê-las. Nunca pensei que havendo ainda aproximadamente uns 25 anos de vida [seguindo a cartilha], não teria ânimo para fazer alguma coisa, qualquer coisa. Aliás, o que me anima atualmente é cuidar de mim e da Angelina; cuidar das minhas orquídeas; cuidar do Tim Tim [Valentin Princeso Mimoso, meu Gato] e cuidar das [minhas] cachorras: BRANCA, GAIA e BELINHA e da minha cachorra CHICA BELA.  Nunca pensei que uma derrota na OAB e a eleição do pior presidente da história do brasil me causassem tanto desapego!!!

SERÁ O CORONAVIRUS A TERCEIRA GUERRA?

 Alguém comentou isso ontem. Estranhei, a princípio, mas depois, afastando obviamente a teoria da conspiração, não achei de todo impossível. Quem garante, não é mesmo? A história está repleta de loucuras humanas, todas por poder e dinheiro.  Será o coronavirus a terceira guerra mundial? Não sei. Dificilmente saberei. Mas quem pode garantir que não?

Vamos falar sobre O BEM

  Na verdade não é bem sobre isso que o título sugere que eu quero falar, mas ao fim e ao cabo o que vou escrever pode se confundir com ele. O que quero falar é que estamos no final do ano de 2020 - o ANO DO VÍRUS - por conta de quem - ou do quê - tudo foi programado, realizado ou não. Os destaques do ano foram variados, desde o absurdo comportamento de j.b. [o cara que preside por acidente o brasil] até o comportamento do "povo" instituição genericamente valorizada mas que é composta de uma massa indescritível de coisas que no particular é desvalorizada. Eu ressalto disso tudo O BRASILEIRO. Eita sujeitinho de múltiplas definições, mas em ano de PANDEMIA, a que melhor resumiu o que é o brasileiro foi, na minha opinião, IGNORÂNCIA. A propósito do "bem" [esse valor moral que anima a humanidade há séculos], muitos brasileiros deram a vida - especialmente aqueles da área da saúde - mas ainda assim, a grande maioria foi destaque na categoria ignorância. E o protótipo des...

Daniela Mercury - Apesar de Você (Vídeo Manifesto)

VALEU A PENA, MAS NÃO VALE A PENA

HOJE começamos o último mês do ano de 2020, ano triste porém, o melhor para mim, pelo menos financeiramente mas ainda assim, sou tomada de uma melancolia doída.  HOJE também recebi a intimação de um último recurso que fiz contra uma decisão do poder judiciário que foi flagrantemente parcial em favor de um de seus integrantes. Não adiantou. Resta agora a certeza que pagarei uma indenização para ter chamado de sexualmente doente um promotor de justiça. Resta também a conclusão de que ele não é o único. Mas não só. Ele é ignóbil e sua valorosa instituição está repleta de ignóbeis, tal qual o poder judiciário e a advocacia. HOJE felizmente começo meu processo de desligamento desse mundo injustamente parcial e justamente imparcial. Um dia a evolução humana falará desses tempos com o mesmo ranço com que falamos hoje da época da escravidão ou da época da barbárie. 
 Depois de amanhã, dia 19 de novembro, entro em ostracismo voluntário, ou aposentadoria. Vou usar essa data como MARCO. Nesse dia será julgado pela 2a Câmara de Direito Civil do TJSC um recurso que interpus em uma ação de usucapião/reivindicatória cuja sentença marcou e vai marcar minha vida profissional. Eu não cuidei desse processo. Tratei-o sem o mínimo de atenção, ou melhor, com  o mínimo de atenção tanto que foi julgado parcialmente procedente. Esse caso me transformou!