Quanta coisa nova eu apreendi este ano. Sentimentos que estavam no "arquivo morto", como por exemplo, o medo com o futuro deste País.
Meus primeiros 25 anos de vida eu vivi sob o efeito de um sistema ditatorial. Ter opinião e manifestá-la era algo que dependia de uma análise prévia. Havia uma sensação parecida com a que os zumbis retratam nos filmes. Você estava vivo, mas artificialmente, afinal, tudo era regulado, medido, controlado.
Nos outros 25 anos de minha vida eu experimentei o vento suave da liberdade, da democracia - mesmo que ainda fosse necessário muito treino. Veio uma virada na página da história com a Constituição Federal de 1988 - que eu somente absorvi inteiramente lá pelos idos de 2010 [acredite!] e então estávamos sob o comando de um governo popular. Era o mais amplo exercício de democracia que até então eu havia vivido.
Eis que por forças conspiratórias veio o impeachment [espero que os personagens que fizeram isso um dia se arrependam]. Mas eis que então chegamos ao fim desse ano de 2016 [um dos mais estranhos de que tenho lembrança].
Hoje não tenho mais aquele sentimento de amor fraternal que me enchia de sensibilidade neste dia [a véspera de natal], a ponto de mandar mensagens para amigos, conhecidos, familiares. Ou a ponto de desejar tudo o que há de bom e lindo para "a humanidade". Não. Isso não sinto mais.
Efeito de 55 anos de vida? Talvez.
Mas vivi uma cena neste mês do natal que vai ficar como registro deste ano perverso: ESTÁVAMOS acompanhando a ceia de natal que um grupo de empresários serviu para 16 famílias lá na VILA SOCIAL Foi dia 15/12. Refeição excelente, confraternização tranquila e felicidade no rosto da maioria das pessoas. As crianças receberam presentes e lá pelas tantas "aparece" o PAPAI NOEL [um dos membros do grupo que vestiu aquela roupa vermelha e branca de inverno em plena primavera/verão tropical]. Ele ficou horrível, aos meus olhos e aos olhos de todos pois a roupa era manequim pequeno e ele era grandão. A barba postiça não cobria o rosto ... enfim, um horror! MAS EIS QUE UM MENINO DIZ PARA A MÃE, EMOCIONADO: Mãe, como ele é lindo! Eu chorei e choro ainda agora, lembrando daquele menino.
Essa é a cena, esse é o fato com que vou guardar 2016.
Ou seja, tudo depende dos OLHOS QUE VEEM. Seja um papai noel, seja um governo, seja uma pessoa.
Que bom que eu pude presenciar isso e apreender com isso.
Meus primeiros 25 anos de vida eu vivi sob o efeito de um sistema ditatorial. Ter opinião e manifestá-la era algo que dependia de uma análise prévia. Havia uma sensação parecida com a que os zumbis retratam nos filmes. Você estava vivo, mas artificialmente, afinal, tudo era regulado, medido, controlado.
Nos outros 25 anos de minha vida eu experimentei o vento suave da liberdade, da democracia - mesmo que ainda fosse necessário muito treino. Veio uma virada na página da história com a Constituição Federal de 1988 - que eu somente absorvi inteiramente lá pelos idos de 2010 [acredite!] e então estávamos sob o comando de um governo popular. Era o mais amplo exercício de democracia que até então eu havia vivido.
Eis que por forças conspiratórias veio o impeachment [espero que os personagens que fizeram isso um dia se arrependam]. Mas eis que então chegamos ao fim desse ano de 2016 [um dos mais estranhos de que tenho lembrança].
Hoje não tenho mais aquele sentimento de amor fraternal que me enchia de sensibilidade neste dia [a véspera de natal], a ponto de mandar mensagens para amigos, conhecidos, familiares. Ou a ponto de desejar tudo o que há de bom e lindo para "a humanidade". Não. Isso não sinto mais.
Efeito de 55 anos de vida? Talvez.
Mas vivi uma cena neste mês do natal que vai ficar como registro deste ano perverso: ESTÁVAMOS acompanhando a ceia de natal que um grupo de empresários serviu para 16 famílias lá na VILA SOCIAL Foi dia 15/12. Refeição excelente, confraternização tranquila e felicidade no rosto da maioria das pessoas. As crianças receberam presentes e lá pelas tantas "aparece" o PAPAI NOEL [um dos membros do grupo que vestiu aquela roupa vermelha e branca de inverno em plena primavera/verão tropical]. Ele ficou horrível, aos meus olhos e aos olhos de todos pois a roupa era manequim pequeno e ele era grandão. A barba postiça não cobria o rosto ... enfim, um horror! MAS EIS QUE UM MENINO DIZ PARA A MÃE, EMOCIONADO: Mãe, como ele é lindo! Eu chorei e choro ainda agora, lembrando daquele menino.
Essa é a cena, esse é o fato com que vou guardar 2016.
Ou seja, tudo depende dos OLHOS QUE VEEM. Seja um papai noel, seja um governo, seja uma pessoa.
Que bom que eu pude presenciar isso e apreender com isso.
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