Cheguei até aqui, imensamente grata mas não sem aborrecimentos. Ando com certa paúra dos meus semelhantes, principalmente no trânsito onde de tudo há, além da péssima condição das estradas e de suas sinalizações, pois por ela circulam humanoides idiotas, estressados, desestruturados, doentes, imbecis e etc, figuras "empoderadas" por uma lata de metal portando um indescritível óculos e pintados com indecifráveis tatuagens, no melhor estilo de mistura moderna e bárbara. Com tudo isso devo conviver e ai de mim se olhar atravessado: corro o risco de ser alvejada por um poderoso golpe de mão, com ou sem arma, e tudo isso em pleno século XXI onde cada um desses tipos porta, também, um "poderoso" objeto que o conecta com o que há de conhecimento humano exposto que, ao que parece, de nada serve pois cada vez mais se repetem cenas de verdadeira barbárie no meio do trânsito das lindas cidades onde vivo! Sigo então, vivendo [e com vivendo] ......
Ao envelhecer algo muito especial acontece. Para a maioria das pessoas esse algo especial sequer é percebido. Não sei por quê, mas acho que é porque vivem um dia de cada vez, não têm grandes perspectivas, nem muitos sonhos. Algo assim, não sei bem ao certo. Mas para mim, envelhecer tem sido encontrar coisas muito especiais a cada dia. Minhas perspectivas de vida já foram quase todas atendidas assim como, já atendi quase todas as perspectivas que familiares e amigos tinham para mim. Então, viver agora o envelhecimento se mostra uma experiência riquíssima, repleta de novidades todos os dias.
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