Hoje faço 57 anos de vida. Lá em 1961, com poucas horas de vida, estava sendo embalada no colo de minha Mãe, Dona Celina. Consigo imaginar o calor e o amor que ela me transmitia e que pude sentir ao longo de toda minha vida, pois ela me adorava [e de onde está agora, tenho certeza que segue me adorando]. Sou total e absolutamente grata a Ela, e ao meu Pai, Sr. Leon. Por isso sempre festejo meu aniversário, pois assim uma vez ao ano rendo homenagens aos dois, Pai e Mãe, Leon e Celina. Sinto e transmito a felicidade publicamente. Honrada e feliz, sinto também a falta deles.
Ao envelhecer algo muito especial acontece. Para a maioria das pessoas esse algo especial sequer é percebido. Não sei por quê, mas acho que é porque vivem um dia de cada vez, não têm grandes perspectivas, nem muitos sonhos. Algo assim, não sei bem ao certo. Mas para mim, envelhecer tem sido encontrar coisas muito especiais a cada dia. Minhas perspectivas de vida já foram quase todas atendidas assim como, já atendi quase todas as perspectivas que familiares e amigos tinham para mim. Então, viver agora o envelhecimento se mostra uma experiência riquíssima, repleta de novidades todos os dias.
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