Estou preocupada com a ADVOCACIA, esta nossa de cada dia!
Como profissional liberal tenho que estar atenta a tudo o que o "tal" mercado sinaliza.
Pois bem!
Lá se vão 33 anos de exercício pleno e efetivo, dia-a-dia.
Ao longo desse tempo, prestando atenção não somente ao "tal mercado" mas a tudo o que envolvia e envolve essa profissão, vi crescer o número de juízes e desembargadores [e até ministros] que, aposentados, ingressaram na advocacia, vindo competir com aquele jovenzinho que pegou a "carteirinha" ontem! NOTA DE RODAPÉ: O mesmo não acontece com os aposentados do ministério público. Será por quê?
Vi também crescer de forma geométrica o número de novos profissionais que passaram a ingressar na carreira. Hoje, somente nesta cidade que comporta a subseção da OAB de Balneário Camboriú, a cada duas semanas mais dez advogados "entram para o mercado".
O mesmo acontece nas vizinhas subseções de Itajaí, Itapema e Camboriú! Ou seja, somente nesta área a cada duas semanas 40 novos advogados passam a competir com os milhares que já existem.
Vi também a pulverização dos objetivos que alimentavam os sonhos das pessoas em décadas passadas. Lá pelos idos dos anos 1970, 1980 ... a "vontade" que animava as pessoas era crescer, construir, adquirir, enriquecer ... Hoje isso já não é mais tão importante. Primeiro porque é cada vez mais difícil acumular, de modo a fazer uma poupança que permita, de tempos em tempos, adquirir um bem. Segundo porque a sobrevivência tornou-se a grande obsessão, ou seja, já não há lugar para os sonhos.
Pergunto-me, o que fazer?
Assim como a extinção de espécies é natural, também a extinção de profissões ou sua reformulação, o é. Estamos, sem dúvida, passando por essa ponte: o novo está chegando e o novo pode significar a extinção de milhares de advogados e advogadas. Sobreviverá o advogado/advogada que fizer parte de um grande escritório que possua ligações com autoridades dos poderes constituídos. Essa aliás, tem sido a tendência em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília: grandes escritórios.
Paralelamente ainda, sobreviverão por algum tempo profissionais liberais que prestem serviços sem a estrutura de um escritório, mas não será por muito tempo.
O que fazer? Eis a questão!
Como profissional liberal tenho que estar atenta a tudo o que o "tal" mercado sinaliza.
Pois bem!
Lá se vão 33 anos de exercício pleno e efetivo, dia-a-dia.
Ao longo desse tempo, prestando atenção não somente ao "tal mercado" mas a tudo o que envolvia e envolve essa profissão, vi crescer o número de juízes e desembargadores [e até ministros] que, aposentados, ingressaram na advocacia, vindo competir com aquele jovenzinho que pegou a "carteirinha" ontem! NOTA DE RODAPÉ: O mesmo não acontece com os aposentados do ministério público. Será por quê?
Vi também crescer de forma geométrica o número de novos profissionais que passaram a ingressar na carreira. Hoje, somente nesta cidade que comporta a subseção da OAB de Balneário Camboriú, a cada duas semanas mais dez advogados "entram para o mercado".
O mesmo acontece nas vizinhas subseções de Itajaí, Itapema e Camboriú! Ou seja, somente nesta área a cada duas semanas 40 novos advogados passam a competir com os milhares que já existem.
Vi também a pulverização dos objetivos que alimentavam os sonhos das pessoas em décadas passadas. Lá pelos idos dos anos 1970, 1980 ... a "vontade" que animava as pessoas era crescer, construir, adquirir, enriquecer ... Hoje isso já não é mais tão importante. Primeiro porque é cada vez mais difícil acumular, de modo a fazer uma poupança que permita, de tempos em tempos, adquirir um bem. Segundo porque a sobrevivência tornou-se a grande obsessão, ou seja, já não há lugar para os sonhos.
Pergunto-me, o que fazer?
Assim como a extinção de espécies é natural, também a extinção de profissões ou sua reformulação, o é. Estamos, sem dúvida, passando por essa ponte: o novo está chegando e o novo pode significar a extinção de milhares de advogados e advogadas. Sobreviverá o advogado/advogada que fizer parte de um grande escritório que possua ligações com autoridades dos poderes constituídos. Essa aliás, tem sido a tendência em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília: grandes escritórios.
Paralelamente ainda, sobreviverão por algum tempo profissionais liberais que prestem serviços sem a estrutura de um escritório, mas não será por muito tempo.
O que fazer? Eis a questão!
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